No site do Governo – “O Bolsa Família é um programa de transferência direta de renda com condicionalidades, que beneficia famílias em situação de pobreza e de extrema pobreza. (…) O Programa possui três eixos principais: transferência de renda, condicionalidades e programas complementares. A transferência de renda promove o alívio imediato da pobreza”
Opinião de Muhammad Yunus (Ganhador do Prêmio Nobel da Paz) – “Minha posição sobre qualquer tipo de programa assistencialista é que ele tem de ajudar as pessoas a sair dele. Não acredito que um programa que mantenha as pessoas dependentes do assistencialismo seja uma boa solução. As pessoas que estão em dificuldades precisam de ajuda – e é responsabilidade da sociedade, do governo, tirá-las dessa situação. Mas o programa deve permitir que elas possam, gradualmente, em cinco ou dez anos, tornar-se financeiramente independentes.”
Tenho consciência da tamanha pobreza sob a qual esse país está pautado. Também tenho total certeza de que a extrema pobreza deve ser irradiada imediatamente. Mas até que ponto, programas puramente assistencialistas resolverão nossos problemas?
Na teoria, o Bolsa Família sería o programa ideal:
“ Na área de saúde, as famílias beneficiárias assumem o compromisso de acompanhar o cartão de vacinação e o crescimento e desenvolvimento das crianças menores de 7 anos. As mulheres na faixa de 14 a 44 anos também devem fazer o acompanhamento e, se gestantes ou nutrizes (lactantes), devem realizar o pré-natal e o acompanhamento da sua saúde e do bebê. Na educação, todas as crianças e adolescentes entre 6 e 15 anos devem estar devidamente matriculados e com frequência escolar mensal mínima de 85% da carga horária. Já os estudantes entre 16 e 17 anos devem ter frequência de, no mínimo, 75%.”

A grande questão é: Quem está fiscalizando tudo isso? Existem escolas com professores para todo mundo? Os médicos e as vacinas estão disponíveis para todos?
As famílias recebem o bolsa família, compram seus alimentos, remédios e utensílios básicos, e então? E então, que no próximo mês tudo acontece igualzinho. Trata-se de um dinheiro para consumo imediato, que não vai ser investido, na maioria dos casos, em educação ou saúde. Mas se tratarmos apenas do imediato, viveremos o imediato pra sempre. O dinheiro é bom, mas sozinho não faz milagres.
CAIO HENRIQUES LO BIANCO FGV-Economia
Assistencialismo é pagar para as pessoas serem pobres, ou seja: demandar pobreza. Quando a demanda para algo sobe, a tendência e que surja oferta para suprir essa demanda: aumento da pobreza.
É isso aí Vicente,
esse ponto que estava querendo chegar,
que bom que você compreendeu
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Obrigado
Vicente, você descreveu de forma destilada o que eu queria dizer.
Ele fornece zona de conforto aos que saciam de seus “retalhos”; assistencialismo não favorece nem a educação, pelo contrário, a extirpa. Isso não é um pensamento elitista intelectual, é uma realidade que eu observei no convívio daqueles que recebem desse.
Existe projetos mais eficientes que podem ser trabalhados para a realidade do Brasil que fornece expansão de forma massificada e contribua a melhoras e que progrida a erradição do apartheid social que nosso país convive.