1861, Guerra de Secessão. 975 mil mortos, muitos deles lutando pelo fim da escravidão. Em meio às descrenças no povo negro, a hegemonia branca e as humilhações sofridas por ex-escravos frustrados, surge um exército. Um exército, de negros, que lutava não por um poder político, mas por uma liberdade, que já era conhecida pelos brancos, mas que para os escravos não passava de uma utopia.
Construía-se, então, uma luta que não uniu milhares de negros interessados em dinheiro ou cargos privilegiados, mas interessados em poder se expressarem sem serem julgados por pessoas que, na verdade, eram iguais a eles. Por isso, não lhes interessavam o “salário” na hora de lutar, mas sim a força de vontade, o sonho e a esperança de se libertarem.
Realmente, é difícil de entender. Os mais bem educados, e alimentados, que moravam em luxuosas residências, ou seja, aqueles denominados “brancos superiores”, não foram capazes de perceber a injustiça em que aquele mundo se baseava. Então, pra que toda essa educação e desenvolvimento? Do que adiantavam os avanços tecnológicos e científicos, pessoas inteligentes, grandes universidades para servir à nobreza, se nem ao menos eles se conheciam, se nem ao menos eles entendiam o mundo em que viviam? Será que não foram capazes de perceber que eram todos iguais, mesmo com toda a educação e dinheiro que tiveram?
Hoje, no lançamento de uma nova tecnologia, achamos que nossa sociedade está se desenvolvendo. Mas, será que realmente somos desenvolvidos, se nem conseguimos viver de forma igualitária? Como podemos nos desenvolver, se ainda existem pessoas que acham que são melhores que as outras por uma simples cor de pele?
Parece que estudamos muito, inventamos muito, criamos muito e assim estamos evoluindo. Tudo isso, parece nos enganar. Assim, pensamos que está tudo bem e até criticamos nossos antepassados por práticas preconceituosas. Mas será que toda essa evolução não é relativa? Será que na verdade tudo isso não é uma forma de maquiarmos um problema moral e desigual enraizado a nossa sociedade?
Nossa sociedade criou um padrão. Os mais inteligentes, muitas vezes, são aqueles que tiram boas notas e ganham prêmios em concursos de física Quântica. Mas será que esses que são os mais educados? Até que ponto entender “a divisão celular” ou “os verbos intransitivos” nos faz pessoas mais desenvolvidas? Talvez, usamos nossos encéfalos altamente desenvolvidos e polegares opositores para entendermos banalidades, antes mesmo de nos compreendermos como humanos.
CAIO HENRIQUES LO BIANCO
Estudante de Economia da FGV
O mundo evoluiu sim, a trancos e barrancos, as coisas vao melhorando. Os preconceitos diminuem, percebe-se que sao inuteis, que nao sao produtivos.
O padrao de vida do ser humano aumentou. Repare no acesso a saude, transporte, alimentos, educação, etc que mesmo o pobre possui hoje em dia. Agora compare com o homem mais rico do mundo de 1000 ou de 2000 anos atras. Naquele tempo havia menos gente no mundo. Quem é o mais “rico”?