A Dilma é Presidente, caro Aécio.

        Dilma é eleita com pouco mais de 50 por cento dos votos e já é considerada a 16ª pessoa mais poderosa do globo. Uma mulher que conquistou o voto do povo brasileiro, conquistou principalmente o nordeste brasileiro. Sinceramente, acredito que pode dar certo uma política de Dilma. Não acredito em muitas mudanças não, mas confio na manutenção do legado de Lula.

        Foi feita muita propaganda sobre o Bolsa Família, uma das engrenagens da campanha política do PT. Não vou expressar a minha opinião sobre o programa em si, mas sim colocar em pauta uma questão: Daqui a 4 anos, o próximo petista também vai tentar sustentar a sua candidatura lembrando o carisma do Lula? Presidente que vai fazer a diferença tem de ter personalidade. Infelizmente, muita gente diz: mas o Brasil tem crescido nos últimos anos. Isso não significa que deva continuar fazendo as mesmas coisas. Ainda há buracos para se trabalhar.

        Gostei da Marina. A política dela comove, envolve as pessoas. Mas não votei nem votaria nela. Vejo uma força e ideais muito bem construídos na cabeça dessa candidata, mas é uma força muito localizada e extremista. O Brasil precisa de vários ministros como a Marina, não de uma presidente assim. Quanto ao Serra, parabéns! Lutou muito e quase chegou lá. Mas não conseguiu derrotar o Lula, ops, quer dizer, a Dilma. Aécio Neves conseguiria? O que faltou pro Serra? Políticas mais bem definidas. Ser objetivo nos discursos. Apresentar propostas que ofereceriam ao povo mais benefícios do que os que foram oferecidos pelas políticas petistas. Faltou força, coisa que o senador eleito Aécio Neves tem de sobra. Quem sabe 2014, caro Aécio?

Wilian Augusto Cortopassi

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Stand Up to Cancer

Sensibilizar o homem, fazê-lo parar para refletir e, com isso, tirar o dinheiro da carteira é uma estratégia que dá certo. São muitos problemas que a sociedade tem de resolver, e, para todos, há necessidade de patrocínio financeiro. Como consegui-lo? Vou discutir aqui sobre uma iniciativa da TV americana para arrecadar recursos a fim de investir em pesquisas para o combate e tratamento do câncer. Cantoras muito famosas subiram ao palco, em 2008, para cantar “Just Stand Up” ao vivo e atrair doações para o projeto “Stand Up to Cancer”. Esse ano, em setembro, a iniciativa se repete, fruto do sucesso da edição anterior.

A ideia é interessante. Enquanto não for alguém na mídia para colocar o problema à tona, dificilmente teremos a iniciativa de resolvê-lo. Infelizmente, somos movidos a momentos. Se, naquela determinada noite, está passando um programa, com muitos famosos cantando em prol de um bem para a sociedade, resolvemos ajudar. No dia posterior, esquecemos tudo e voltamos a nossa vida normal. No máximo comentamos sobre o programa e os fundos arrecados na semana de exibição do programa.

Mas, como é assim que o sistema funciona, vamos nos aderir a ele e apoiar pelo menos os poucos projetos deste gênero que acontecem. Um dos objetivos do Blog Mudanças é apoiar ideias para construir um país melhor. E essa ideia de fazer um show para arrecadar fundos é uma forma de tirar a inércia dos telespectadores e levar cada um a parar para refletir na necessidade do envolvimento da sociedade com os problemas que nela existem.

Com atuações ao vivo de artistas e estrelas do cinema, televisão e esportes; o programa vai levar ao público muitas informações sobre o câncer e prestar uma homenagem a todos que sofreram com a doença e perderam a vida por causa dela, além de enfocar nos sobreviventes e em sua luta contra a doença.

O evento será apresentado por Katie Couric, Diane Sawyer e Brian Williams; e entre os artistas que estarão no palco em apoio à iniciativa estão Jennifer Aniston, Sandra Bullock, Nicole Kidman, Reese Witherspoon, Will Farrel, Scarlett Johansson, Zac Effron, e muitos outros.

Para quem quiser seguir na TV, será exibido no Canal Sony, dia 10 de setembro, 21 horas. O vídeo da última exibição do projeto pode ser visto logo abaixo.

Wilian Augusto Cortopassi, Estudante do IME.

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O IMEDIATO QUE SE TORNOU INTERMINÁVEL

No site do Governo – “O Bolsa Família é um programa de transferência direta de renda com condicionalidades, que beneficia famílias em situação de pobreza e de extrema pobreza. (…) O Programa possui três eixos principais: transferência de renda, condicionalidades e programas complementares. A transferência de renda promove o alívio imediato da pobreza”


Opinião de Muhammad Yunus (Ganhador do Prêmio Nobel da Paz)
– “Minha posição sobre qualquer tipo de programa assistencialista é que ele tem de ajudar as pessoas a sair dele. Não acredito que um programa que mantenha as pessoas dependentes do assistencialismo seja uma boa solução. As pessoas que estão em dificuldades precisam de ajuda – e é responsabilidade da sociedade, do governo, tirá-las dessa situação. Mas o programa deve permitir que elas possam, gradualmente, em cinco ou dez anos, tornar-se financeiramente independentes.”

Tenho consciência da tamanha pobreza sob a qual esse país está pautado. Também tenho total certeza de que a extrema pobreza deve ser irradiada imediatamente. Mas até que ponto, programas puramente assistencialistas resolverão nossos problemas?
Na teoria, o Bolsa Família sería o programa ideal:
“ Na área de saúde, as famílias beneficiárias assumem o compromisso de acompanhar o cartão de vacinação e o crescimento e desenvolvimento das crianças menores de 7 anos. As mulheres na faixa de 14 a 44 anos também devem fazer o acompanhamento e, se gestantes ou nutrizes (lactantes), devem realizar o pré-natal e o acompanhamento da sua saúde e do bebê. Na educação, todas as crianças e adolescentes entre 6 e 15 anos devem estar devidamente matriculados e com frequência escolar mensal mínima de 85% da carga horária. Já os estudantes entre 16 e 17 anos devem ter frequência de, no mínimo, 75%.”

A grande questão é: Quem está fiscalizando tudo isso? Existem escolas com professores para todo mundo? Os médicos e as vacinas estão disponíveis para todos?

As famílias recebem o bolsa família, compram seus alimentos, remédios e utensílios básicos, e então? E então, que no próximo mês tudo acontece igualzinho. Trata-se de um dinheiro para consumo imediato, que não vai ser investido, na maioria dos casos, em educação ou saúde. Mas se tratarmos apenas do imediato, viveremos o imediato pra sempre. O dinheiro é bom, mas sozinho não faz milagres.

CAIO HENRIQUES LO BIANCO     FGV-Economia

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Brasileiro pobre, pobre brasileiro.

 A menor expectativa de vida média (E.V.M.) calculada pela Organização Mundial da Saúde em 2008 foi de 42 anos, correspondente aos países Zimbábue e Afeganistão. Japão e República de San Marino apresentam as maiores expectativas de vida, de 83 anos. A média é de 71 anos de vida. No Brasil, vive-se, em média, 73 anos, 2 acima da média mundial. Se forem analisadas as regiões, o continente africano é o que apresenta menores valores, com E.V.M. de 53 anos. O continente americano apresenta maiores valores de E.V.M, 76 anos.

O Brasil é um país em desenvolvimento. Estar acima da E.V.M. do mundo (2 anos) não é muito animador. No Japão, vive-se mais, qual o motivo? Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, em 2008, 315.000 casos de malária, 40.000 casos de lepra e 38.000 casos de tuberculose foram registrados no Brasil. Um país que prioriza melhorar sua qualidade de vida, deve começar por investimentos na saúde. Mas não digo somente investimentos do setor público. 42 % dos investimentos em saúde são feitos pelo governo, sendo 58 % referente ao setor privado. Uma preocupação conjunta entre o público e o privado contribuirá para uma diminuição dos óbitos ocasionados por estas doenças. Existem vários centros de pesquisa destinados ao desenvolvimento de novas quimioterapias para o tratamento destas enfermidades, assim como existem muitas organizações responsáveis pelo controle de epidemias. Entretanto, os investimentos destinados ao avanço do país em melhorias da saúde são insuficientes para atender aos projetos existentes. Uma possível solução seria conscientizar o setor privado a investir mais em saúde. E quanto ao governo, investir mais em políticas que priorizem as pesquisas, com bolsas de mestrado e doutorado mais justas. Por exemplo, um estudante universitário em seu último ano de graduação se encontra em um dilema: desenvolver um projeto de mestrado visando a estudar os sistemas públicos e propor soluções para o crescimento do país (com uma bolsa do CNPq de um valor próximo a 1200 reais), correr atrás de concursos públicos ou trabalhar no setor privado? Muitos talentos acabam deixando a carreira acadêmica devido a falta de estímulos para prosseguirem seus estudos. Fazendo uma análise mais crítica: um estudante da região sul, com formação universitária, teria muita vontade de ir estudar em São Paulo, uma cidade com alto custo de vida, para receber uma bolsa de 1200 reais, enquanto na sua cidade existem várias oportunidades de emprego com salários equivalentes ou maiores?

A análise de expectativa de vida, desenvolvimento da nação e qualidade de vida é muito mais complexa e não está relacionada somente a um único fator. Além dos problemas envolvendo a necessidade de mais investimentos em saúde, há outros problemas como carência de professores no sistema de ensino público brasileiro e má distribuição de renda. Como contornar estes problemas? Iniciativa individual. Se cada um começar a correr atrás de seus ideais e trabalhar para solucionar um problema, o brasileiro poderá saber como é viver em um país desenvolvido.

Wilian Augusto Cortopassi, IME.

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Brasil desenvolve vacina contra esquistossomose

Uma pesquisa coordenada pela Doutora Miriam Tendler, Chefe do Laboratório de Esquistossomose Experimental da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), pode resultar, pela primeira vez, na produção de uma vacina desenvolvida em território brasileiro. Trata-se de imunização contra a esquistossomose,também conhecida como “barriga d’água”. A empresa Ourofino Agronegócio está bancando financeiramente o projeto e está com tudo pronto para se iniciarem os testes em humanos. Segundo a Organização Mundial da Saúde, mais de 200 milhões de pessoas são infectadas no mundo e 600 milhões vivem em áreas de risco de infecção em regiões tropicais. Embora já exista tratamento quimioterápico para a esquitossomose, tem crescido o aparecimento de cepas resistentes e torna-se cada vez mais necessária a busca por uma vacina.

Um pouco sobre a vacina: Seu modo de ação está associado à inibição de uma enzima do parasito, a Sm14, vital à sua sobrevivência por ser responsável pela captura, transporte e compartimentalização de ácidos graxos derivados do hospedeiro.

O impacto econômico da vacina para o Brasil: A enzima alvo da vacina, Sm14, também está presente em outros parasitos, como no causador da fasciolose hepática, uma doença que afeta gados e causa um prejuízo estimado em US$ 3 bilhões anualmente.

Wilian Augusto Cortopassi.

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SÓ SEI QUE SOU EDUCADO, SÓ SEI QUE NADA SEI.

1861, Guerra de Secessão. 975 mil mortos, muitos deles lutando pelo fim da escravidão. Em meio às descrenças no povo negro, a hegemonia branca e as humilhações sofridas por ex-escravos frustrados, surge um exército. Um exército, de negros, que lutava não por um poder político, mas por uma liberdade, que já era conhecida pelos brancos, mas que para os escravos não passava de uma utopia.

Construía-se, então, uma luta que não uniu milhares de negros interessados em dinheiro ou cargos privilegiados, mas interessados em poder se expressarem sem serem julgados por pessoas que, na verdade, eram iguais a eles. Por isso, não lhes interessavam o “salário” na hora de lutar, mas sim a força de vontade, o sonho e a esperança de se libertarem.

Realmente, é difícil de entender. Os mais bem educados, e alimentados, que moravam em luxuosas residências, ou seja, aqueles denominados “brancos superiores”, não foram capazes de perceber a injustiça em que aquele mundo se baseava. Então, pra que toda essa educação e desenvolvimento? Do que adiantavam os avanços tecnológicos e científicos, pessoas inteligentes, grandes universidades para servir à nobreza, se nem ao menos eles se conheciam, se nem ao menos eles entendiam o mundo em que viviam? Será que não foram capazes de perceber que eram todos iguais, mesmo com toda a educação e dinheiro que tiveram?

Hoje, no lançamento de uma nova tecnologia, achamos que nossa sociedade está se desenvolvendo. Mas, será que realmente somos desenvolvidos, se nem conseguimos viver de forma igualitária? Como podemos nos desenvolver, se ainda existem pessoas que acham que são melhores que as outras por uma simples cor de pele?

Parece que estudamos muito, inventamos muito, criamos muito e assim estamos evoluindo. Tudo isso, parece nos enganar. Assim, pensamos que está tudo bem e até criticamos nossos antepassados por práticas preconceituosas. Mas será que toda essa evolução não é relativa? Será que na verdade tudo isso não é uma forma de maquiarmos um problema moral e desigual enraizado a nossa sociedade?

Nossa sociedade criou um padrão. Os mais inteligentes, muitas vezes, são aqueles que tiram boas notas e ganham prêmios em concursos de física Quântica. Mas será que esses que são os mais educados? Até que ponto entender “a divisão celular” ou “os verbos intransitivos” nos faz pessoas mais desenvolvidas? Talvez, usamos nossos encéfalos altamente desenvolvidos e polegares opositores para entendermos banalidades, antes mesmo de nos compreendermos como humanos.

CAIO HENRIQUES LO BIANCO

Estudante de Economia da FGV

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2010: O Ano Mundial dos Pulmões

    Há um pulmão gigante passeando pelo Brasil. Isso mesmo. O ano de 2010, visando a incentivar a população a prevenir as doenças pulmonares, foi eleito por profissionais da saúde espalhados pelo mundo todo como o “Ano do Pulmão”. 

    Uma das iniciativas proposta pela Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), para que o projeto global fosse divulgado no Brasil, foi colocar em exposição uma maquete de um pulmão gigante para alertar a população sobre as doenças pulmonares. A exposição, que já passou por vários lugares, tais como Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro, encontra-se atualmente em Recife, entre os dias 29 de julho e 1° de agosto de 2010.
    Não quero abrir um tópico para falar que fumar causa doenças crônicas no sistema respiratório, pois isso já é um jargão. Quero é abrir uma discussão sobre a nossa ignorância diante da falta de informação sobre as doenças pulmonares. A comunidade científica agora volta a sua atenção para montar um pulmão gigante, colocá-lo em praças espalhadas pelo Brasil inteiro e tentar chamar a atenção de algumas pessoas que passam por perto. O trabalho é interessante e continuará durante todo o ano de 2010. Mas e aí??? Basta uma determinada equipe técnica mostrar vídeos explicando os perigos do tabagismo para um pequeno grupo de cidadãos durante 1 ano? NÃO. A informação tem de ser difundida, nós temos de aceitar que o problema das doenças ocasionadas pelo tabagismo é muito grave para a população como um todo e conversar com nossos colegas, nossos familiares, nossos companheiros de trabalho. Não é obrigação de uma pessoa só, mas sim uma corrente de que todos devem participar. Ser informado e querer informar. O segredo está aí: INFORMAÇÃO.
    A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) afeta 5,5 milhões de brasileiros segundo o Consenso Brasileiro de DPOC. Esta enfermidade é causada principalmente pelo fumo e acarreta na diminuição da capacidade de respiração do paciente, além de apresentar tanto características de bronquite crônica, quanto de enfisema pulmonar. De acordo com as estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2020 a DPOC será a terceira doença que mais causa morte. Embora a doença não apresente sintomas no início, ela evolui progressivamente, ficando os sintomas cada vez mais complicados de se tratar. Entretanto, a prevenção para a DPCO é simples e baseia-se na realização de um exame com duração de 15 a 30 minutos, contando apenas com a colaboração do paciente. Aconselha-se todos os fumantes a fazerem este exame periodicamente, uma vez que, detectada a doença, esta pode ter seus sintomas controlados por tratamento com fisioterapia (embora não haja cura).

    Leitor, faço aqui um pedido. Divulguem!!! Muitas pessoas que poderiam ser tratadas desde o início das doenças pulmonares, por falta de informação, acabam morrendo ou sofrendo graves problemas decorrentes da evolução da doença. Se você conhece uma pessoa que tem o hábito freqüente de fumar um cigarro, faça advertências sobre a necessidade de realizar os exames. Tentemos fazer do “Ano do Pulmão”, uma “Década” de divulgação de conhecimento. Cada novidade, por menor que seja, pode ajudar muita gente.

 
Wilian Augusto Cortopassi – IME – Redator
Anna Greace Almeida Torres – IME – Revisora de Artigos

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Nem tudo que parece é…

Não sei se algum de vocês costuma acompanhar concursos de beleza. Já assisti alguns e uma coisa que sempre me intrigava era imaginar a vida que havia por trás daqueles belos rostos e daqueles corpos perfeitos. Já ouvi várias pessoas associarem essas mulheres a uma vida efêmera e sem muito propósito. Se você pensa assim, ou mesmo que não, segue a história de uma belíssima mulher que mudou a história de sua geração.

Disponível em: http://epocanegocios.globo.com/Revista

Você consegue imaginar de onde é essa mulher? Ela se chama Rania e é rainha de seu país. Com 10 anos de reinado, ela já influenciou as jovens classe média-alta de tal forma que há quem chame a Geração atual de seu país de “Geração Rania”. Entre as camadas sociais mais altas, é dificil encontrar uma mulher que não a conheça, que não queira imitar seu corte de cabelo ou sua maneira de vestir.

Agora você vai me dizer: não há nenhuma novidade nisso! Lady Diane, Carolina de Mônaco… muitas outras belas rainhas já deram a história o legado de sua beleza. Concordo que não haveria novidade alguma se Rania não fosse rainha da Jordânia, país do conturbado Oriente Médio e de maioria islâmica.

Achou estranho? Pois é meus amigos, nem tudo que parece é… Se você conhece o Oriente Médio apenas pelas reportagens de guerra dos jornais, está na hora de repensar seus padrões…

Tentar entender uma cultura diferente – com valores morais, cívicos e religiosos diversos do nosso – requer um olhar diferente. E é essa a mensagem que a Rainha Rania há 10 anos tem tentando passar ao ocidente. Ela mantem uma campanha no You tube com o propósito de terminar com os esteriótipos estabelecidos a comunidades árabes e mulçumanas. Em 2008, ela foi a primeira ganhadora do prêmio Visionary Award, premiação concedida pelo canal de vídeos a quem usa o portal como uma plataforma global para alcançar mudanças sociais positivas.

No seu vídeo de agradecimento, um dos mais fantásticos na minha opinião, ela parodia um quadro do Late show with David Letterman, famoso nos EUA. Com fina ironia, aguda inteligência e irrepreensível classe ela afirma que “estava cansada de as pessoas pensarem que Jordan (Jordânia, em inglês) era apenas um jogador de basquete”,  “porque o que vocês sabem sobre os árabes não deveria vir apenas de Jack Bauer”.

Rania luta em favor das mulheres de seu país que sofrem crimes bárbaros em nome da honra, e elas ainda são muitas… Mas o que a tornou memorável foi sua forma tratar sobre os preconceitos do ocidente em relação ao oriente. E você? Como vai lidar com o seu preconceito a partir de agora?

Joyce Queiroz e Silva – 4o ano de Engenharia da Computação – IME

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Formação em Engenharia: Qual o problema do Brasil?

Gustavo da Silva Oliveira é graduando da UFJF, Engenharia de Produção, e colaborou com o nosso blog através do artigo: Formação em Engenharia: Qual o problema do Brasil? Gostaria de aproveitar este espaço para convidar os leitores do Blog a participarem ativamente do Blog, seja com artigos para discussão, correções ou comentários. Esta é a ideia do Blog: debatermos assuntos que contribuam para a construção de um Brasil melhor.

Formação em Engenharia: Qual o problema do Brasil?

 

           O Brasil possui hoje uma das maiores economias do mundo, com PIB nominal estimado em US$ 1,5 trilhões, segundo dados do FMI, e estimativa de crescimento superior a média mundial. Em um mundo altamente competitivo, é preciso inovar para continuar crescendo, e é sabido a importância da engenhria nesse aspecto. Ocupamos uma posição de liderança junto às economias emergentes, ao lado de Rússia, Índia e China, mas não formamos nem metade dos engenheiros que estes países formam.

         A formação média de engenheiros no Brasil não chega a 50 mil/ano, enquanto na Rússia esse número passa dos 190 mil/ano, na Índia 220 mil/ano e na China 650 mil/ano. Um dos fatores decisivos no nosso número de formandos é a evasão, que chega a 60% em faculdades públicas e a 75% em instituições privadas. Outro ponto relevante é o interesse maior pela carreira em humanas e saúde. Mas porque isso ocorre no Brasil?

         Eu acredito que o principal problema do Brasil é o ensino fundamental e médio de baixa qualidade. No meu ponto de vista, a formação em engenharia começa lá atrás, no ensino básico, e se complementa no ensino médio. Uma má formação nessas instâncias do ensino fatalmente trará dificuldades ao estudante nos primeiros anos da graduação. E é exatamente o que ocorre aqui. O ensino básico ruim não só desmotiva o estudante a tentar a carreira em engenharia, como não prepara aqueles que se aventuram a tentar. Sem contar o fato de que os maiores salários não estão na engenharia. Dificilmente vemos um concurso público que pague 9 ou 10 mil a um engenheiro, enquanto que em concursos pra área do direito este pode ser considerado um salário mediano.

         Eu proponho aqui uma discussão: O que falta ao Brasil no seu ponto de vista, leitor? Vamos debater idéias e propostas para tentar mudar este panorama em nosso país.

Gustavo da Silva Oliveira, estudante de graduação da UFJF

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Meu jogo, seu jogo, nosso jogo

A Teoria do Jogo, ao contrário da impressão que o nome nos dá, é uma matéria que estuda problemas sociais com uma vertente matemática. Sua ideia central é que, em relação a um evento, decisões são tomadas por diversas entidades que interagem entre si, o que pode gerar resultados com grau de sucesso diferente. Dependendo da combinação das escolhas de cada um, a conclusão pode ser mais ou menos positiva, e algo individualmente ruim pode ser benéfico com uma sucessão específica de interações. Isso se assemelha a um ‘’jogo’’, pois existe um ponto final a ser atingido pela relação entre os participantes. A aplicação desta teoria está presente na política, diplomacia e economia, por exemplo. Quando dois países negociam um tratado, os governos envolvidos devem pensar estrategicamente, calculando os possíveis movimentos do parceiro e criando modos de reagir para obter maior vantagem em cada circunstância.

Uma situação-problema clássica é o Dilema dos Prisioneiros. Nela, dois criminosos que atuavam juntos são presos em celas diferentes e aguardam julgamento. Quando forem interrogados, podem escolher confessar o crime ou permanecer em silêncio. Neste cenário hipotético, as penas são de acordo com a combinação da decisão dos prisioneiros: 1)se ambos confessarem, os dois tem uma pena média; 2)se um deles confessar e o outro não, o que permaneceu em silêncio tem uma pena dura e o que confessou tem uma pena leve; 3)se ambos permanecerem em silêncio, os dois tem uma pena leve. Levando em consideração que eles estão confinados sem interação entre si, não é possível que os prisioneiros combinem o que fazer no julgamento. A escolha, portanto, fica a critério de cada um, a partir do que eles imaginam que o outro possa fazer.

Não existe uma resposta clara para esse dilema, mas fica evidente que a escolha de confessar é individualmente mais vantajosa, pois ela ao menos garante superioridade sobre o companheiro nas duas sentenças possíveis. Se ambos permanecerem em silêncio, o cenário se reverte e oferece mais benefícios aos dois criminosos. Entretanto, as decisões individuais neste último caso são muito arriscadas e podem fazer com que uma pessoa seja arruinada. No final, a decisão de cada um varia de acordo com a percepção que cada prisioneiro tem da situação e de seu colega.

O ponto que eu quero chegar com essa discussão é que muitas vezes a vida em sociedade implica dilemas similares. Mesmo se considerarmos que cada um busca o maior benefício pessoal, isso necessariamente assegura que a sociedade obtem o melhor resultado possível? Será que a busca individual do benefício interefere no bem-estar alheio? Podemos contar com a cooperação de algo tão abstrato quanto o ‘’outro’’?

Deixo essas perguntas a você, leitor(a). Aguardo seus comentários para iniciarmos uma discussão sobre o que podemos fazer em nosso dia-a-dia para favorecer o benefício comum.

Lucas Yamamura – Estudante de Dartmouth

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